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| Tradições,
costumes e folclore |
| Da
colonização açoriana permaneceram traços
fortes em Bombinhas, presentes nos ranchos dos pescadores,
nas festividades e folguedos e na rotina cotidiana, como
os hábitos alimentares. |
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As canoas de um só pau também
são um legado histórico. Feitas, como o próprio
nome diz, de um único tronco de árvore, geralmente
madeira de guarapuvú, como as de Carlos Adrião
Pinheiro, na Praia da Sepultura.
Com o progresso, as tradições folclóricas
tendem ao desaparecimento, defendidas com Ênfase por
ONG's e associações, que lutam pela preservação
e até mesmo resgate dessa cultura, rica em valores
históricos. Em janeiro de 1995 foi implantado um
projeto de resgate da cultura açoriana em Bombinhas.
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Festas
Religiosas - As populares quermesses, onde são
feitas homenagens aos santos padroeiros continuam no calendário
local. Festas do Sagrado Coração de Jesus
e de Nossa Senhora dos Navegantes, com missa e procissão
são belos exemplos. As procissões, por terra
ou por mar, são organizadas pelos festeiros, com
o envolvimento de toda comunidade. |
Boi-de-Mamão -É a mais popular das brincadeiras
do folclore brasileiro. É conhecida também
como bumba-meu-boi, boi-bumbá, boi-da-cara-preta
conforme a região ou boi-de-mamão, como em
Santa Catarina. O tema épico deste folguedo contagiante
é Morte e Ressurreição do Boi. As coreografias
seguem a música e os figurantes dançam seguindo
o chamado do cantador, que geralmente improvisa os versos.
Os personagens mais marcantes são: o boi, o cavalo-do-meirinho,
o vaqueiro, a bernúncia, o Mateus e a Maricota. Mas
são comuns as figuras da cabrinha, do macaco, do
urso, do urubu, o marimbondo miudinho, o cachorro, a jaruva,
etc.
Em julho de 1998 foi fundado o Instituto BoiMamão,
com o objetivo de defender o patrimônio histórico
e cultural de Bombinhas. Funciona em um antigo engenho de
farinha, para visitar é necessário agendar
previamente. Site |
Pau-de-Fitas
- Esta dança parece estar ligada à antiga
comemoração da floração das
árvores. É dançada em pares soltos,
independentes ou coletivos e em número de pares múltiplos
de quatro ( 8, 12 ou 16 pares). Um mestre-sala leva o pau-de-fitas
até o centro da roda, onde permanece durante toda
a dança. Na coreografia os pares seguram as fitas,
que são trançadas e destrançadas, de
forma caprichosa conforme o embalo musical. Antigamente
os grupos iam de casa em casa dançando o pau-de-fitas.
Nos dias atuais pode ser apreciada em manifestações
típicas, em especial nas festas juninas da comunidade. |
Terno-de-Reis -São grupos compostos por três
cantores acompanhados ou não, por instrumentos musicais,
que visitam as casas anunciando o nascimento de Jesus Cristo,
no período entre o Natal e a festa dos Santos Reis,
comemorada no dia 6 de janeiro. As famílias recebem
os cantores com bebidas típicas e quitutes caseiros.
Hoje a cantoria restringe-se aos povoados do interior. |
Festas
Religiosas - As populares quermesses, onde são
feitas homenagens aos santos padroeiros continuam no calendário
local. Festas do Sagrado Coração de Jesus
e de Nossa Senhora dos Navegantes, com missa e procissão
são belos exemplos. As procissões, por terra
ou por mar, são organizadas pelos festeiros, com
o envolvimento de toda comunidade. |
Boi-de-Campo - É atualmente a brincadeira mais
polêmica do litoral catarinense. Reconhecida desde
o balneário Gaivota até Itapoá, esta
prática, na qual o boi é a figura principal,
passa de geração em geração
há pelo menos 230 anos. A brincadeira pretende mostrar
o respeito e a admiração por este animal,
que tanto contribuiu ao homem como força de trabalho
e alimentação. Mesmo assim, muitas pessoas
discordam do evento.
Os antigos moradores das cidades litorâneas de Santa
Catarina a chamavam de "brincadeira de boi bravo",
boi-de-campo ou boi-de-vara. Nos últimos 30 anos
tornou-se conhecida por farra-do-boi.
A tradição oral de Bombinhas conta que antigamente
eram trazidas tropas de bois e as pessoas mais experientes
escolhiam o animal, soltando-o para as brincadeiras, durante
a Semana Santa. Os participantes emaranhavam-se na mata
atrás do boi, provocando-o, de tal forma que virava
literalmente uma farra-do-boi. |
Carnaval na Praia - Na década de 50, a comunidade
mantinha saudável e divertida forma de comemorar
o carnaval. As moças vestiam suas fantasias carnavalescas
e saiam pela praia em cordão, puxado pelo Rei Momo.
Hoje o cordão de carnaval pela praia foi substituído
por escolas de samba, formadas pelos moradores e turistas
mais assíduos. As escolas mais tradicionais são
a Furiosa e a Unidos da Vila do Sapo. |
Festas Juninas - João, Pedro e Antônio
são os santos homenageados com festas no mês
de junho, principalmente pela comunidade açoriana.
As festas juninas em Bombinhas são geralmente realizadas
pela rede de ensino, com características didático-culturais
e o objetivo de arrecadar fundos para investimentos nas
escolas. As principais atrações das festas
juninas são a dança da quadrilha, o casamento
caipira e a dança do pau-de-fitas. |
Pão-por-Deus - Brincadeira herdada dos descendentes
açorianos, cuja finalidade era pedir a alguém
uma prova de amor e de amizade. As pessoas faziam um coração
de papel recortado, que continha um versinho e o enviavam,
com um presente ou um bolo confeitado em forma de coração,
sendo gentilmente correspondidas. |
Pasquim - De acordo com o Dicionário Aurélio,
pasquim é uma sátira afixada em lugares públicos,
um jornal ou panfleto difamador. O pasquim foi e continua
sendo um dos meios de comunicação apócrifos,
de descendência açoriana, de grande beleza
e criatividade. Eram manuscritos, em forma de versos, colocados
em bares e vendas, ou debaixo das portas das residências,
sempre que um assunto, "fofoca", envolvesse alguém
da comunidade. Os boatos e gozações espalhavam-se
rapidamente, sem identificação dos autores,
para desespero dos envolvidos, que poderiam ser bem ou mal
falados. |
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